domingo, 21 de fevereiro de 2010

Energia Imanente e Energia Consciencial

No Universo a energia pode se apresentar de diversas formas, sendo energia térmica, elétrica, mecânica, eletromagnética entre muitas outras formas... Porém existe uma forma de energia muito sutil e, portanto desconhecida pela ciência, que permeia o espaço e toda a matéria existente, sendo ela proveniente de uma causa maior e responsável pela própria manutenção da vida.

Conhecida por diversos nomes, dos quais poderíamos citar como principais: energia cósmica, energia imanente ou fluído cósmico universal, dentro de tantas outras nomenclaturas utilizadas pelo homem para se referenciar ao mesmo objeto de estudo. Trata-se de uma energia que interpenetra a tudo e a todos, onde quer que seja.

Esta energia da Natureza é absorvida pelo homem - que é uma consciência em evolução - por diversas vias seja pela respiração, no alimento que ingerimos, durante o sono físico pelas experiências fora do corpo (viagem astral) ou através de uma rede de canais de energia existente em nosso corpo sutil chamado por alguns como “duplo-etérico” através dos chackras.

Após ser absolvida por algum ser vivo, como por exemplo o ser humano, esta energia deixa de ser uma energia imante, ou seja, uma “força cega” e ocorre um processo de transformação da mesma, adquirindo as qualidades correspondentes ao ser vivo que a absolveu, sendo então denominada de “Energia Anímica” ou “Energia Consciencial”, pois houve uma mudança na energia ao tomar contato com o homem, obtendo uma particularidade.

Importante ressaltar que a energia em si não é boa nem ruim, é apenas potencial. Para citar um exemplo do que quero dizer, podemos observar que o médico pode utilizar-se da energia elétrica para salvar uma vida através do eletrochoque no coração de um paciente que se encontra em parada cardíaca. Porém esta mesma energia pode ser utilizada por um criminoso para eletrocutar e matar uma pessoa instantaneamente. A questão está em como utilizamos ou transformamos esta energia, pois ela em si mesma não tem moral, não é positiva nem negativa, é apenas energia.

Não só com o ser humano mas mesmo quando a energia imanente permeia uma matéria inorgânica existe este processo de transformação, ou seja, também ela sofre uma transformação conforme a composição química desta matéria.

Ao entrar em contato com a atmosfera de um planeta, por exemplo, ela satura o oxigênio transformando no que conhecemos esotericamente como prâna, e após isto, ao penetrar no solo do planeta, esta mesma energia é novamente transformada e então conhecida como Energia Telúrica, não parando por ai. Observe que é sempre a mesma energia, porém “dosada” ou processada de maneiras diferentes, conforme o elemento químico, ou até mesmo consciência, como no caso humano, que entrou em contato com a mesma.

As estrelas ou sois são fontes emissoras desta energia, pois a luz que é composta de fotos ou pacotes de energia além de outros tipos de energia é uma espécie de condutora para a Energia Imanente. Já a atmosfera do planeta ou sua superfície podem acumular esta energia que foi transmitida pelos raios solares.

Com o ser humano os fatores mais fortes de dosagem ou meios de processamento desta energia certamente são nossos pensamentos e emoções. Principalmente estes dois fatores são os que irão determinar o teor da transformação da Energia Imanente em Energia Consciencial. Portanto podemos deduzir que a criatura que tem sempre bons pensamentos e sentimentos será uma eterna fonte de boas energias conscienciais a todos que com ela entrar em contato.

Podemos perceber a energia consciencial ao conversar com uma pessoa ou até mesmo pela simples presença da mesma.

Certa vez ouvi o comentário que com a presença de determinada pessoa uma plantinha havia murchado e morreu. O que seria isto se não o fato de que esta plantinha doou sua energia sutil para a pessoa que estava dela precisando ao ponto não conseguir se restabelecer e consequentemente morrer. Isto é fato natural, coloque uma pilha gasta junto com outras boas e verifique que haverá um equilíbrio de forma que a pilha boa irá doar sua energia aquela gasta.

As plantas, assim como o ser humano, também terão sua energia particularmente modificada, relativa a seu nível de complexidade biológica, de forma que ao nos alimentarmos de determinados vegetais este serão fontes destas energias sutis e então observamos que além da energia física que são as calorias e nutrientes que estes vegetais nos proporcionam também estaremos absolvendo uma energia mais sutil que é o resultado da Energia Imanente processada pela vida existente no vegetal.

Isto nos faz pensar na eficácia dos remédios homeopáticos, pois observamos a questão do tratamento médico utilizando das energias sutis das diversas plantas. A Energia Imanente pode ser também acumulada pela matéria inorgânica como, por exemplo, na água onde observamos seu uso nas chamadas “águas fluidificadas” em diversos centros espiritualistas.

Estas energias sutis são muito importantes para o correto funcionamento de nossas atividades orgânicas. No homem, sua Energia Consciencial pode ser facilmente observada pelo clarividente através da chamada “Aura” que é um campo multicolorido que é irradiado nas proximidades de nossos corpos. Este é um objeto muito complexo e ao mesmo tempo interessante de estudo.

Naturalmente que a energia existente nas plantas é muito menos elaborada do que a que observamos no ser humano, pois no primeiro caso tratamos de organismos muito simples que não possui a atividade mental e emocional existente no ser humano que irá então moldar e trabalhar de maneira muito mais complexa a Energia Imanente.

A Energia Consciencial do ser humano pode ser circulada, exteriorizada ou transmitida conforme sua força de vontade. Nos centros espíritas, por exemplo, observamos a transferência ou “passagem” desta energia através do “passe”, por isto que recebe este nome que significa naturalmente dar passagem.

Alguns tipos de doenças são ocasionados na falta ou bloqueio das energias sutis em determinados pontos do organismo humano. Portanto, nestes casos, poderá haver a cura através da correção desta deficiência, seja através da acumputura que trabalha com os canais desta energia em nossos corpos sutis ou com a transferência de energia promovida de uma pessoa a outra.

Considero o estudo das energias sutis de grande importância ao estudioso das experiências fora do corpo ou da espiritualidade em geral, pois elas são o substrato básico de todo fenômeno espiritual.

Para finalizar sugiro um simples exercício mental: imagine-se imerso em um grande mar de energia dourada e que esta energia tranqüilize seus pensamentos, seus sentimentos e equilibre todo seu ser, buscando como objetivo a paz interior e a saúde.

Muita paz,
Alexei Bueno.

Recordação das vivências espirituais: a “ponte” entre “dois cérebros”

Refletindo um pouco sobre a problemática da recordação de nossas vivências espirituais, enquanto seres encarnados, resolvi hoje meditar um pouco sobre os mecanismos que nos levam em determinadas circunstâncias a lembrar de nossa vida espiritual, enquanto em repouso físico temporário chamado sono.

Primeiramente desejo deixar claro que aqui exponho apenas uma reflexão minha, uma teoria. Não a considerando certa, nem errada, apenas uma opinião momentânea, fruto de reflexão, de leituras anteriores e paralelos realizado por mim, nunca tomando como verdade absoluta mas apenas como possibilidade a ser testada e verificada por todos nós.

Faço aqui um paralelo aos mecanismos de memória do cérebro físico e enquadro com outros sistemas mais sutis de nossa constituição espiritual. Sabemos que nossa mente é constituída de vários níveis de consciência e formas variadas de memória, conforme estudada pela ciência terrena.

O cérebro físico é muito semelhante à máquina inventada pelo homem chamada computador, onde há uma memória temporária chamada memória RAM e outra onde as informações ficam gravadas definitivamente, chamadas H.D. ou disco rígido.

Talvez podemos imaginar que também em nosso cérebro biológico observamos que há áreas onde a memória fica temporariamente armazenada e outras onde por algum motivo ficam permanentemente registradas. Por exemplo, se assistimos a um filme, podemos após alguns minutos passados do mesmo contar com riqueza de detalhes para amigos o que vimos e ouvimos, observamos que passado alguns anos apenas as cenas e os fatos mais fortes, importantes ou marcantes a nós, talvez aquelas que mais impressionaram nossas emoções, serão recordados ficando os demais detalhes perdidos em fato desta memória temporária.

Observando esta realidade que com certeza todos já experimentamos, observo aqui que apenas aquilo que de alguma forma nos interessa, que nos impressiona em um nível diferenciado ou mais aprofundado, seja esse emocional ou mental abstrato, ou outro qualquer, tendo uma importância, portanto “especial” e diferenciada, fica guardado permanentemente em nossa “H.D.” biológica.

Reflito que, paralelamente, quando nos sensibilizamos com a espiritualidade, buscando um autoconhecimento, lendo, estudando e pesquisamos, abrimos mesmo que sem ter conhecimento disto uma pequena porta para a sensibilização das memórias e vivência de nossos corpos mais sutis ou espirituais a terem contato a memória consciente física. É a chamada por mim de “ponte”. Ocorrido isto seja pela força de vontade ou desejo íntimo do ser humano em se auto-aperfeiçoar ou buscar algo a mais que a vivência física comum a todos.

Observo aqui também que pessoalmente por experiência própria posso dizer que apenas obtive minha primeira experiência totalmente consciente fora do corpo, sentindo minhas energias e tudo mais, que eram ocorrências totalmente “novas” para mim, apenas após ler alguns livros teosóficos que abordavam os planos sutis de existência ou chamados planos espirituais. Acredito que isto não seja uma mera coincidência! Acredito que de alguma forma uma portinha foi aberta dentre dois cérebros de forma que mesmo depois de passados muito anos após minha primeira experiência projetiva ainda vez por outra tenho lembranças, mesmo que curtas, de minhas andanças espirituais ocorridas durante o sono do corpo físico. Levando obviamente em conta que meu eu real nunca se cansa, portanto não precisa de repouso, apenas meu corpo que é constituído de nervos, músculos, células e tudo mais que se desgasta durante o dia e necessita se refazer, mas minha mente, ou seja, eu mesmo não.

Talvez a boa música, aliada as boas leituras e filmes ou palestras assimiladas também tenha seu papel como estimulante ao cérebro biológico para uma abertura “consciencial” a vim de vislumbrar novos horizontes pelo buscador espiritual.

Provavelmente até mesmo aqui teclando e me esforçando por passar algo que esteja além das três dimensões seja também um exercício para tal. Aqui no ocidente não temos o hábito da prática da meditação em assuntos elevados. Irei iniciar a esta prática também pois com certeza deve ativar mais outras áreas do cérebro que normalmente ficam adormecidas ou ocupadas com nossos afazeres diários, materiais e comuns em nossa vivência física.

Imagino um cérebro como um conjunto de vários músculos onde alguns estão em ótima forma, por exercitarmos diariamente em nossas tarefas, porém com certeza muitos outros estão quase que totalmente atrofiados por estarem sendo muito pouco utilizados no decorrer de nossa vivência biológica.

Vejo que o ideal é o sempre o equilíbrio, o exercitar a mente como um todo, tanto em aspectos físicos, com estudos relativos nossa atual e temporária morada física como também com meditação e estudos de nossa pátria real que não está na terra, mas sim nas coisas do espírito. Como já me questionaram recentemente e aqui escrevo minha resposta: respeito aqueles que pensam e agem diferente, mas hoje, e não posso mudar isto da minha forma de ser, digo que apenas o concreto não me satisfaz....

Acredito que devemos buscar a viagem astral não apenas como fenômeno, com muitos e interessantes detalhes, mas também como ferramenta para esta abertura ou ponte definitiva entre nossa realidade física e espiritual. Como eternos buscadores, temos que marcar altos objetivos que estão além da realidade da saída do corpo, mas também e principalmente relacionado com nosso crescimento, seja este no corpo e também fora do corpo, pois nem sempre estaremos “anexados” a um.

Voltando aos meus questionamentos verifico que nosso cérebro físico “grava” mais facilmente e definitivamente aqueles fatos que mais nos importam e nos impressionam. Fazendo um paralelo com outros cérebros mais sutis que existem na constituição do Ser, sou levado a crer que as lembranças de nossas experiências astrais serão mais fortemente gravadas de maneira consciente ao cérebro físico se elas realmente nos importar, ou seja, se realmente meditarmos a respeitos das coisas do espírito e não apenas termos um mero conhecimento mental assim como fazemos ao ler uma receita de bolo.

Devemos sentir as coisas do espírito com todo nosso amor, buscando o autoconhecimento existente além das formas ou do “maia” como é dito na Teosofia. Importante criarmos o habito de ver e sentir as coisas “com os olhos do espírito”, ou seja, buscar uma compreensão maior das coisas, mesmo sabendo e estando limitadas a matéria e dimensão tridimensional física. Reconhecer estes fatos de maneira consciente buscando ir além apenas do conhecimento intelectual já é um passo para esta ponte, penso eu.

Talvez devamos experimentar outras formas de impressionar nossa mente a abrir ou construir esta ponte “entre cérebros”. Quem sabe esta ponte seja constituída de uma síntese de conhecimento intelectual, de um sentimento profundo e avançado e muita força de vontade de melhorar a si mesmo.

Aprendi em leituras teosóficas que seres em estado primitivo de evolução, como por exemplo, no reino animal, após um esforço próprio em se aperfeiçoarem junto com o amor de seres já individualizados ocorre sua própria individualização, passando então a outros níveis maiores da evolução. Fazendo então um paralelo conosco, talvez necessitados de um esforço realizado por nós mesmos e certamente estaremos sendo sempre assessorados por outras consciências muito além de nossa atual concepção que torcem por nosso auto-aperfeiçoamento. Existe uma porta, que deverá ser aberta por nós mesmos, não por eles.

Vamos cada um de nós construirmos nossa “ponte entre cérebros”, procurando principalmente não apenas conhecer estes assuntos, mas senti-los profundamente em nossa alma a fim de impressionarmos partes adormecidas ou pouco exercitada de nossa constituição física-espiritual. Isto sem pressa, pois para as coisas do espírito e para a evolução eterna um piscar de olhos e mil anos nada significam.
Muita paz,
Alexei Bueno.

Abertura Consciencial

Quando as criaturas humanas fazem a si mesmas aquelas perguntas primordiais da existência: “de onde viemos?”, “o que sou?” e “para onde vamos?” é indício do que pessoalmente chamo de “Abertura Consciencial”.

Durante o caminhar evolutivo do ser humano há momentos na existência que apenas trabalhar, alimentar, divertir e reproduzir não é o suficiente para satisfazer todas as necessidades humanas, pois como dizia o mestre, “nem só de pão vive o homem”.

A abertura da consciência ocorre em todo ser humano, em determinadas fases de seu desenvolver evolutivo quando seu intelecto busca algo além do “arroz com feijão” de sua vivência diária.

Este despertar que se dá gradualmente e lentamente durante várias existências certamente leva a criatura a vivenciar as chamadas Experiências Fora do Corpo ou Viagem Astral, dentre tantos outros nomes designados para esta vivencia além da matéria.

Vivenciar a viagem astral buscando o autoconhecimento realmente é um caminho muito edificante e indicado ao buscador das verdades da alma.

A abertura da consciência propicia não apenas o entendimento intelectual da espiritualidade, mas também uma vivencia pessoal e até mesmo intransferível, em alguns casos, que certamente passará pelas experiências fora do corpo, pois através delas que a criatura encarnada se abre para as questões maiores da vida, pois mesmo encarnada na matéria densa, poderemos nos reconhecer novamente como espírito imortal, que ora habitamos um veículo carnal, em busca de experiências vivenciadas apenas no plano físico, nesta escola chamada planeta Terra.

Abertura consciencial é reconhecer que:
- Um corpo é um uniforme.
- Uma vida é uma série escolar.
- Um planeta é uma escola.
- Um Avatar (*1) é um mestre a passar suas lições e doar sua sabedoria.

A evolução é o aprendizado contínuo nas várias dimensões em vários níveis de densidades da matéria a fim de adquirir experiência.

Vamos expandir cada vez mais nossa mente, nossa consciência e buscar sermos hoje um pouquinho melhor do que fomos ontem e assim sucessivamente. Isto é evoluir.

Paz a todos,
Alexei Bueno.

(*1) é uma consciência de alto nível evolutivo que encarna em missão de auxílio.